Local
que chama a atenção do público em dias de rodeio,
a cancha reserva seus mistérios e segredos para quem está
do lado de fora. Para os ginetes, madrinheiros e laçadores, nem
uma cancha é igual à outra, pois o que difere uma das
outras é o seu terreno, que em certos lugares mantenha-se a tradicional
cancha de grama, fazendo com que o espetáculo do tiro de laço
e as gineteadas tenham o tempero campeiro, ou seja, algo bem próximo
à lida de campo.
Porém em outros lugares tem-se a cancha de saibro, no entanto,
estas canchas são mais niveladas do que as de grama. Mesmo uma
cancha não sendo igual a uma outra, as peças que compõem
um cancha não podem faltar.
Para o tiro de laço, é necessário que possua duas
mangueiras para prender o gado para a prática do esporte, uma
em cada ponta da cancha, sendo que a primeira fica o gado que vai servir
para laçar. Esta primeira mangueira possui um corredor onde passa
o gado um a um, onde os peões controlam a passagem do gado para
os laçadores correrem a traz e jogar a armada. Estes corredores
possuem portas com rondanas para facilitar o trabalho. O peão
que trabalha na porta do brete, ou seja, no final deste corredor, abre
a porta quando o laçador estiver pronto, e o gado parte correndo
para o tiro de laço acontecer. Da ponta do brete, o laçador
terá um limite para poder concluir o seu tiro de laço.
O MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho), tem como regra 100
metros para o laçador jogar o laço. Esta marcação
é indicada no chão e nos cantos laterais da cancha indicando
as com barris ou pneus fazendo em forma de funil.
Para os leigos, esta marcação fica bem em anexo a uma
pequena barraquinha que se localiza em uma das laterais da cancha, sendo
que nela, ficam os juízes que ficam com as duas bandeiras, a
branca, sinalizando que o laçador não teve êxito
em seu tiro de laço, por algum motivo com por exemplo, foi laçado
o pescoço, ou apenas uma das aspas, simplesmente não pegou,
ou até mesmo passou dos limites que o regulamento exige. A outra
bandeira que o juiz possui é a bandeira colorada, sendo a bandeira
de cor vermelha, sinalizando que o laçador teve êxito em
seu tiro de laço.
Para o laçador ter êxito, ele simplesmente laçou
as duas aspas e não passou dos limites da cancha. Para finalizar,
o gado corre para o final da cancha, onde fica um outro brete, que na
qual possui outros peões para poder abrir esta porta, trancar
o gado no corredor para poder retirar o laço e depois liberá-lo
para a segunda mangueira.
Para os ginetes, as duas formas de poderem praticar o esporte, ou é
utilizado um palanque que é enterrado no centro da cancha onde
o potro xucro é amarrado bem curto para o ginete montar e depois
é solto pelos peões da campeira, ou é utilizada
a forma mais convencional, a forma de caixa no brete, que se localiza
nas laterais da cancha. Na caixa o animal fica preso sem ter como se
mover, ficando mais fácil para o ginete poder montar o aporriado.
Para o madrinheiro, não importa muito o estilo para soltar o
animal, mas a sua função é salvar o peão
após o seu tempo cumprido.