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| Os
Guaranis tinham por hábito assar abrindo um buraco no chão,
forrando com folhas verdes, de árvores, sendo que deitavam a carne,
cobriam com mais ramos, terra e ateavam o fogo em cima. A terra e as folhas
aqueciam, assando a carne, cujo sabor servia de tempero. Em estágios menos primitivos, os indígenas colocavam a carne dentro de um buraco, envolto em vegetais e numa camada de barro fresco e batido. Com o calor do fogo, o material que envolvia a carne endurecia, retinha o suco da carne e assava-se então, só seria necessário quebrá-lo, retirar o assado, cujo tempero era um pouco de cinzas, uma vez que ainda não conheciam o sal. Os indígenas eram profundos conhecedores das ervas e plantas e tinham por costume usar folhas da pitangueira como tempero e diziam: “As frutas e folhas com caules de plantas leitosas ou peludas geralmente são venenosas” Com a chegada dos portugueses e espanhóis difundiu-se a arte de se assar carnes sobre labaredas, com espetos e salmouras. A revolução trouxe um novo costume que era de se assar a carne com o couro. Após assada é que tirava o couro e temperava-se, geralmente com salmoura. O gaúcho sempre diferenciou o churrasco do assado. O churrasco era feito no espeto e assado, na grelha ou no “girau”, (armação de pau usada antigamente à guisa de grelha). O assado na grelha é quase exclusivamente da região fronteiriça, herança castelhana. Com o passar dos tempos, as invenções e novas criações fizeram com que o homem adquirisse novos hábitos e costumes na prática de se temperar e assar o churrasco. As varras verdes de pitangueira foram substituídos por espetos de ferro e, hoje de aço inoxidável, assim como as grelhas e churrasqueiras motorizadas rotativas. Nas cidades, as churrasqueiras de “fundo de quintal” transformam-se em potentes laboratórios para os gaúchos e não gaúchos urbanos, cada qual, buscando uma melhor fórmula para se assar o churrasco. Os temperos que eram as folhas, as cinzas e depois o sal foram substituídos por outros como: leite para amolecer, conhaque, cachaça, mamão, bicarbonato e outros produtos. Mais tarde adotou-se cebola, alho, tomates, pimenta, vinho, limão e outros trazidos pela cozinha italiana que também trouxe consigo o hábito do espeto corrido, servindo-se, ainda, maionese, saladas diversas e outros acompanhamentos. Os gaúchos por sua vez mantem os seus hábitos e costumes e diz que o churrasco foi a seiva que gerou uma raça gaúcha tão forte, que em diversas oportunidades essa energia defendeu, e continua a defender bravamente os Pampas. O churrasco é uma comida que sempre esteve e sempre estará presente nos hábitos alimentares dos gaúchos. |
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| .: Arroz de carreteiro | ||||||||||||||||||||||||
Trata-se
de arroz com charque. Primitivamente, o único alimento de que dispunha
o carreteiro ou tropeiro em suas andanças. Explica-se porque tanto
o charque quanto o arroz eram alimentos não perecíveis,
quer dizer, podiam ser levados em viagens longas. Daí também,
como tempero usava-se unicamente a cebola de cabeça, pela mesma
razão. Hoje, o arroz de carreteiro já sofreu a influência
de outras culinárias, em decorrência, de outros condimentos,
tais como tomate, os temperos verdes (cebolinha e salsa), o louro e até
o orégano que empresta um aroma todo especial. O carreteiro é
um prato nobre na cozinha gaúcha. |
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| .: Café de campanha | ||||||||||||||||||||||||
Era
feito em chaleira de ferro. Calculam-se duas colheres e meia de pó
de café para cada litro de água. Deixa-se a água
ferver, tira-se à chaleira do fogo, acrescenta-se o pó misturando
bem e leva-se novamente a chaleira ao fogo, quando começar a ferver
joga-se duas ou três brasas dentro da chaleira ou usa-se um tição
que deve ser apagado dentro do café, isto faz com que o pó
sedimente no fundo da chaleira, depois é só tomar. |
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| .: Charque | ||||||||||||||||||||||||
Carne
salgada, seca ao sol, à sombra e sob a ação dos ventos.
Antes tratava-se apenas de uma maneira de se conservar por mais tempo
a carne. Hoje, o charque é até exportado. Constitui-se na
matéria-prima de inúmeros pratos. |
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| .: Chouriço | ||||||||||||||||||||||||
Iguaria
feita com sangue e a tripa de porco. No recheio pode-se usar açúcar,
temperos diversos e até cartilagens, é feito com o próprio
sangue. Pode ser defumada. |
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| .: Cozido | ||||||||||||||||||||||||
Também
conhecido como “Puchero” ou Fervido. Pode ser de carnes ou
de legumes com ovos e batatas. |
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| .: Lingüiça | ||||||||||||||||||||||||
| Embutido ou enchido de carne de porco em tripa. | ||||||||||||||||||||||||
| .: Puchero | ||||||||||||||||||||||||
Palavra
de origem castelhana. Prato conhecido também como “cozido”
ou “fervido”. Inclui em seu preparo, além de diversos
tipos de carnes, verduras, batatas, etc. Os índios dos pampas,
afirma Dante Laytano, preparavam-no em um couro suspenso em quatro estacas
sobre o fogo, formando uma concavidade, onde deitavam pedaços de
carne e água sem mais condimentos. |
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| .: Quibebe | ||||||||||||||||||||||||
| Pirão de abóbora. | ||||||||||||||||||||||||
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