| .:: Vocabulário do gaúcho | ||||||||
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Abichornado
- Aborrecido, triste, desanimado. |
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Aboletar-se*
- Instalar-se. Ocupar indevidamente determinado lugar. Receber ou ganhar
qualquer coisa. Apoderar-se de algo ou ocupar determindado lugar por esperteza. |
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Abrir
cancha - Abrir espaço para alguém passar. |
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Achego
- Amparo, encosto, proteção. |
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Acolherar*
- Unir dois animais por meio de uma pequena guasca amarrada
ao pescoço. Atrelar ou ajoujar animais por meio de coleira. Unir,
juntar com relação a pessoas. |
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Acolherado*
- Andar acolherados, sempre junto de duas pessoas. |
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Açoiteira* - Parte do relho ou rebenque, constituída de tira ou tiras de couro, trançadas ou justapostas, com qual se castiga o animal de montaria ou de tração. |
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Afeitar
- Cortar a barba. |
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Agregado
- Pessoa pobre que se estabelece em terras alheias. |
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Água-Benta
- Cachaça, destinada a ser bebida ocultamente. |
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Água-de-cheiro
- Perfume, extrato. |
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Alambrado
- Cerca feita de arame para manter o gado nas invernadas. |
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Aporreado
- Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa
amansar. |
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| Aramado** - Cerca de arame. | ||||||||
Arranca-rabo
- Discussão acalorada, disputa, bate-boca. |
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Arreios
- Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar. |
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Bacagual*
- Azorrague, açoite, relho, chicote. Tira de couro cru, torcido
para servir de corda. Coisa seca. Pessoa muito magra. |
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Bate
Coxa - Baile, dança, arrasta-pé. |
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Bagual*
- Eqüino selvagem, isto é, ainda não domado. Cavalo
novo e arisco. Potro domado, recentemente. Cavalo manso que se tornou
selvagem. Reprodutor, pastor, animal não castrado. Espantadiço,
bisonho, arisco, abrutalhado, rude, rosseiro, bravio, indômito,
bonito, vistoso, muito grande. Aplica-se também a pessoas, tanto
no sentido pejorativo elevado. |
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Barbaridade
- barbarismo, exprime espanto, admiração, surpresa. |
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Barbaquá*
- Tipo de forno utilizado para secagem de erva mate. O fogo é feito
em um buraco que é ligado por condutores de calor ao carijo ou
tatu, de forma que a erva recebe calor indiretamente. |
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| Barbicacho** – Peça de seda torcida, de trança de couro cru ou mesmo de sola, que o gaúcho usa para prender, geralmente por baixo do queixo, o chapéu à cabeça. | ||||||||
Bicheira
- Ferida nos animais, contendo vermes depositados pelas moscas. |
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Bidê
- Mesinha de cabeceira. |
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Bombacha
- Peça (calça) que caracteriza o gaúcho. |
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Boleadeiras** - Conjunto composto de três pedras ligadas entre si por tentos torcidos. Duas pedras tem o mesmo tamanho e a terceira que é menor tem o nome de manicla, por ser empunhada pelo homem. Entre ou gaúchos, as pedras são retovadas de couro. Entre os índios, não. |
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Bolicheiro
- Dono de bolicho. |
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Bolicho
- Casa de negócio. |
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Bugio
- Pelego curtido e pintado, em geral forrado de pano. |
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Buenacho
- Muito bom, excelente, bondoso, cavalheiro. |
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Cabresto
- Este apetrecho serve para ser posto na cabeça do cavalo, imagina
que o cavalo esta solto no campo(no pasto), e o peão usa o cabresto
para pegar o animal e depois de pegar o cavalo. |
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Cachaço
- Porco não castrado, barrasco, varrão. |
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Cacho
- A cola, o rabo do cavalo. |
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Candeeiro*
- Carreiro. Homem que, de aguilhada ao ombro, segue adiante do carro de
bois, como que ensinando-lhes o caminho. |
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Cagaço
- Grande susto, medo. |
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Calavera
- Indivíduo velhaco, caloteiro, caborteiro, vagabundo, tonto, tratante. |
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Campo
de Lei - Campo de ótima qualidade. |
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Capão
- Diz-se ao animal mal capado, Indivíduo fraco, covarde. |
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Capataz
- Administrador de uma estância ou de uma charqueada. |
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Carreira
- Corrida de cavalos, em cancha reta. |
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Caudilho
- Chefe militar, manda-chuva. |
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Cavalo
de Lei - Animal muito veloz. |
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Chalana
- Lanchão chato. |
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Cebola** – Popularmente, relógio de bolso. Os primitivos relógios de bolso tinham a forma de uma cebola, com casca e tudo. |
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Cevador
- Pessoa que prepara o chimarrão e distribui entre os que estão
tomando. |
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Chilena*
- Espora grande de papagaio virado e grandes rosetas, muito usada pelos
campeiros e domadores. |
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Chimango
- Alcunha dada no Rio Grande do Sul aos partidários do governo
na Revolução de 1929. |
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China
- Descendente ou mulher de índio, ou pessoa do sexo feminino que
apresenta algumas das características étnicas das mulheres
indígenas. Mulher de vida fácil. |
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Chineiro
- Grande número de chinas, índias ou caboclas. |
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Chirú
- Índio velho, indivíduo de raça cabocla. |
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Chorro
- Jorro. |
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Cincha
- Serigote sobre o lombo do animal. |
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| Cola-fina** - Fatiota, roupa de gene da cidade; gente da cidade. | ||||||||
Colhudo
- Cavalo não castrado, diz-se do sujeito valente, que enfrenta
o perigo, que agüenta o repuxo. |
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Cuiudo
- O mesmo que colhudo. |
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Costelar
ou Costilhar* - carne assada que se tira da
parte que fica imediatamente em cima das costelas do boi. |
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Criolo
de Marca* - Diz-se do animal que nasce na propriedade de determinado
estancieiro e recebe a sua marca. |
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Cusco
- Cão pequeno, cão fraldeiro, cão de raça
ordinária. O mesmo que guaipeca. |
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Dar
Pancas* - Destacar-se, salientar-se, sobressair-se,
distinguir-se, portar-se heroicamente, levar a primazia, seduzir, brilhar
pela formosura ou elegância, causar admiração. |
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De
Agalhas* - Forte, audaz, admirável,
vistoso. |
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De
Bola Pé* - Condição em que se encontra um
rio que, por estar cheio, se atavessa ora andando, ora nadando, sem que
o animal consiga assentar os pés com firmeza. |
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Desgotado*
- Diz-se do animal cavalar ou muar, que em virtude de puxões do
cabresto ou do laço, ficou com as partes ósseas do pescoço
fora do lugar. |
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Desenfrenou** – Desenfrenar é tirar o freio. Desentrena-se o cavalo para soltá-lo , ou para que paste, encilhado. |
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| Despilchados** - Mal vestidos, sem dinheiro ou bens. | ||||||||
De
vereda - Imediatamente, de momento, de uma vez. |
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Dobrar
o cotovelo - Beber, levantar o copo à boca. |
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Doma
- Ato de domar. Ato de amansar um animal xucro. |
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Domador
- Amansador de potros. Peão que monta animais xucros. |
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Diacho*
- Diabo, na expressão "Que diacho". |
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Duro
de boca - Diz-se do animal que não obedece à ação
das rédeas. |
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Duro
de Pelar - Difícil de fazer, trabalhoso. |
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Embutido*
- Carne, fígado, sangue e outros produtos, acondicionados em tripa,
para se conservarem. Salame, lingüiça, mortadela, patê,
morcilha, queijo de porco. |
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Empalhador*
- Preguiçoso, embromeiro, que leva muito tempo a fazer um trabalho
ou à concluir um negócio. |
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Empaquetar-se*
- Tornar-se paquete, enfeitar-se, vestir-se luxuosamente. Endomingar-se. |
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Encardido*
- Feio, carregado, ameaçador, complicado, difícil de entender. |
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Entrevero
- Mistura, desordem, confusão, de pessoas, animais ou objetos. |
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Erva-Caúna
- Variedade de erva mate de má qualidade, amarga. |
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Erva-Lavada
- Erva já sem fortidão por ter servido para muitos mates. |
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Estar
com o diabo no corpo - Estar furioso. Estar insuportável. |
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Estrela-Boieira
- Estrela d´alva. |
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Estribo
- Peça presa de cada lado da sela, e na qual o cavaleiro firma
o pé. |
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Estropiado
- Diz-se o animal sentido dos cascos, com dificuldade de andar, em conseqüência
de marchas por estradas pedregosas. |
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Facho
- O ar livre. Usado na expressão sair do facho. |
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Fachudo*
- Diz-se do cavalo de bela estampa ou do cavaleiro que monta com garbo.
Lindo, airoso, elegante, distinto, garboso, belo, bonito, trajado com
esmero, que tem ares distintos. |
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Fatiota
- Conjunto de roupas do homem: calça, colete e paletó. |
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Fiador*
- Parte do buçal que cinge o pescoço do cavalo, passando-lhe
pela região jugular. Alça colocada no cabo do relho para
introduzir o pulso, também chamada fiel. |
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Fiambre
- Alimento para viagem, geralmente carne fria, assada ou cozida. |
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Flete
- Cavalo bom e de bela aparência, encilhado com luxo e elegância. |
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Floreio*
- Embate de arma branca de pequena duração. Susto, revés,
corrida, derrota acontecida a alguma pessoa em negócio, combate
ou qualquer competição. Exercício a que se submete
um parelheiro ou galo de briga como treinamento. |
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Funda
- Estilingue, bodoque. |
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Funxico
- Costura mal feita. |
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Galpão
- Trata-se de uma grande construção, igualmente rústica,
onde vivem os peões de campo, que comem e dormem. |
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Galinha Morta* - Cantiga popular, executada à viola ou violão, nos bailes e festas da campanha ou nos divertimentos galponeiros. |
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Gado
chimarrão - Gado alçado, xucro, sem costeio. |
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Gandulo*
- Pessoa que vive à custa dos outros, que deseja tudo o que vê.
Vagabundo, pedichão, parasita, pedinte, filante, puçura.
(É vocabulário casteliano usado também
em Portugal). |
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Gato
- Bebedeira, porre, embriaguez. |
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Gaudério
- Pessoa que não tem ocupação séria e vive
à custa dos outros, andando de casa em casa. Parasita, amigo de
viver à custa alheia. |
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Gauderiar*
- Viver vida de gaudério, viver à custa de outrem, vagabundar
vivendo às expensas de outrem. O mesmo que gandular ou fila. |
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| Garfos** - O garfo é a armação da espora em forma de “U”, abraçando o calcanhar e a parte traseira do pé do homem. “Juntar nos garfos” quer dizer cravar as esporas. |
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Garroteado* - Diz-se do couro que ficou macio em conseqüência de ter sido sovado. |
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Gringo - Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano. |
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Guaipeca
- Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho
ordinário, vira-lata, sem raça definida. |
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Guapo
- forte, valente, bravo. |
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Guaiaca
- Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de
camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de
prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro
e pequenos objetos. |
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Guri
- Criança, menino, piazinho, serviçal para trabalhos
leves nas estâncias. |
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Guasca
- Tira, corda de couro cru, isto é, não curtido. Homem rústico,
forte, guapo, valente. |
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Haragano*
- Diz-se do cavalo que por haver estado solto durante muito tempo, sem
prestar serviço, tornou-se arisco, espantadiço. Variação:
aragano. |
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Huaso** - Ou “guazo”, homem cavaleiro do Chile, o equivalente chileno do gaúcho, com o qual tem muitos pontos comuns. |
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Ilhapa*
- A parte mais grossa do laço, presa à argola, tendo de
quatro a cinco palmos de comprimento. A ilhapa é feita separadamente
do corpo do laço e a ele ligada por uma trama especial feita com
os próprios tentos. A razão de maior grossura e de ser separada
é ela sofrer atrito e desgaste mais intensos, podendo ser substituída
quando necessário. O peso da ilhaça tem, também,
a importância no manejo do laço, influindo nas condições
de equilíbrio necessárias a perfeita movimentação
da armada. |
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| Indiada** - Gauchada. Os próprios gaúchos, quando se referem amistosamente a outros gaúchos, dizem “os índios”, ou “a indiada”. | ||||||||
Inteiro*
- Diz-se do animal não castrado. Diz-se também de um animal
que, após uma viagem ou trabalhos prolongados, ainda está
na plenitude de suas forças. |
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Invernada
- Grande extensão de campo cercado. Nas estâncias,
geralmente, há diversas invernadas: para engordar, para cruzamento
de raças. |
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Ir
ao Cepo* - Ir para o lugar de namoro. Ir o noivo fazer côrte
à sua noiva. |
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Jardineira*
- Carro de quatro rodas, puxado por cavalos, muito usado nas estâncias.
Dança antiga. |
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Jirau*
- Construção rústica constituída de uma espécie
de leito ou soalho, em geral feito de varas brutas, destinado a receber
produtos da lavoura ou da pecuária, ou o que nele se queria guardar.
Armação onde se deposita a erva-mate para guardar. |
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| João-grande - Pessoa alta. |
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Jogo
de Osso* - Jogo muito usado na fronteira, principalmente pela
baixa camada social. Consiste no arremesso de um osso de garrão
de vacum, chamado taba ou tava, sobre uma cancha plana, de chão
nem muito duro, nem muito mole. Se o osso cai com lado arredondado para
baixo é "culo" e perde quem arremessou. se fica para
baixo o lado chato do osso é "suerte" e ganha quem efetuou
o lançamento. Se ficar equilibrado sobre uma das extremidades,
ocorre uma "Clavada". Ao lado da raia fica o depositário
da parada, chamado "coimeiro". |
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Juiz
- Pessoa que julga a chegada dos parelheiros, nas carreiras,
em cada laço. O mesmo que julgador. |
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Jururu*
- Cabisbaixo, tristonho, abatido, melancólico, pensativo. |
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Lado
Brabo* - O lado direito do cavalo. Lado de laçar. |
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Laço
de Chegado* - Ponto final do tiro a ser corrido
pelos parelheiros nas carreiras. |
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Lambar
a Canga* - Torna-se manso, confiante, submisso,
afeiçoado. A expressão tem origem no fato de o boi manso,
mesmo quando liberto, solto no campo gostar de aproximar-se de sua canga
e lambê-la. |
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Lançante*
- Descida. Forte declive num cerro ou coxilha, qualquer terreno
em declive. Emprega-se em sentido figurado. |
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Légua
- Medida itinerária equivalente a 3.000 braças ou 6.600
metros. |
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Legüeros** - Os Gaúchos da metade superior da Argentina, notadamente em Santiago Del Estero, usam o tambor que chamam “bombo-legüero”, com aro protegendo o bastidor e protegendo o som, segundo se acredita, até uma légua de distância. Dessa légua é que vem o nome “legüero” |
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Lobunos** - Cavalo lobuno é o quem tem pêlo de cor aproximada à cor do lobo, acinzentado. |
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Lonca** – Pele de animal, de onde os pêlos foram raspados. Os tentos de lonca são usados para trabalhos mais delicados de trança. |
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| Lonqueadas** - Peles de onde o pêlo foi raspado. | ||||||||
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Machacá*
- Balaiozinho que os negros amarravam aos pés para suas
danças, os quais cheios de frutinhas secas serviam de chocalho. |
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Mâe-do-Fogo*
- Grande tição que no fogão do galpão
das estâncias conserva o fogo para o dia seguinte. O mesmo que trafungueiro,
chico, pai-do-fogo e gaurda fogo. |
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Maitaca*
- Espécie de papagaio daninho às roças e
aos pomares. |
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Malambos** - O malambo é uma dança individual, um desafio de sapateio essencialmente masculino. Trata-se de uma dança popularíssima entre os “gauchos” argentinos e uruguaios, mas não entre os gaúchos brasileiros. A equivalência do malambo no RS é a chula. |
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Maludo
- Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com grandes
testículos. |
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Mangueira
- Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto
à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação,
castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos. |
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Maneou** - Manear o cavalo significa colocar-lhe a maneira, espécie de algemas de couro cru nas patas dianteiras – mãos – a fim de que não caminhe, ou caminhe pouco. |
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Manojo*
- Novelo que o trançador do laço faz com cada um
dos tentos da trança, o qual vai se desenrolando à medida
em que ele trabalha, por efeito de uma laçada especial. |
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Manotaço
- Pancada que o cavalo dá com uma das patas dianteiras,
ou com ambas, bofetada, pancada com a mão dada por pessoa. |
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Minuano
- Vento frio e seco que sopra do sudeste, no inverno, vem dos
Andes. |
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Maleva
- Bandido, malfeitor, desalmado. Cavalo infiel, que por qualquer
coisa corcoveia. |
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Maragatos** - Revolucionários que enfrentaram o governo rio-grandense em 1893 e 1923, em duas grandes e sangrentas revoluções, sem conseguir a vitória final pelas armas. A cor vermelha, sobretudo no lenço de pescoço, era o símbolo dos maragatos, cujo nome evoca uma lendária confraria do vale Nilo, antes da invasão berberisca da Espanha. |
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Morocha
- Moça morena, mestiça, mulata, rapariga de campanha. |
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Matungo** - Cavalo de pouca categoria. Muitas vezes o gaúcho se refere assim a um cavalo que admira, unicamente em bem de conversa, para não valoriza-lo demais. |
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Moura** – Diz-se da pelagem do cavalo que tem fios brancos misturados fios escuros. Cor grisalha. |
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Nambi*
- Diz-se do animal cavalar ou muar que tem uma orelha, ou ambas caída,
cortada, enrolada, atrofiada, murcha, muito pequena. |
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Nativismo
- É o amor que a pessoa tem pelo chão que nasceu, onde é
nato. |
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Nazarenas*
- Esporas grandes, usa-se também como adjetivo: esporas nazarenas. |
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Negalhas*
- Pequena porção, quantidade insignificante. |
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Negrinho
- Designação carinhoso que se dá a crianças
ou a pessas que se tem afeição. |
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Nó
nas Tripas* - Apendicete, oclusão intestinal. |
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Num
Upa - Num abrir e fechar de olhos, de golpe, rapidamente. |
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Oigalê
- Exprime admiração, espanto, alegria. |
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Orelhano
- Animal sem marca, nem sinal. |
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Origores*
- Fatias de polpa de pêssego secas ao sol, as quais podem ser comidas
ao natural ou cozidas. |
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Ovo
Guacho* - Ovo que o avestruz põe fora do ninho, no campo,
ao acaso. Acredita-se que o avestruz põe esse ovo com a intenção
de, mais tarde, quebrá-lo para atrair grande quantidade de moscas
com que alimentará seus filhotes, recém saídos da
casca. O ovo de qualquer ave, posto fora do ninho ou em ninhos alheios. |
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| Pago - Lugar onde se nasceu. | ||||||||
Pagar
Vale* - Recuar, desistir de apostar, temer qualquer
coisa, não aceitar o desafio da provocação. |
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Paisano
- Do mesmo país, amigo, camarada, não militar. |
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Paiseiro*
- Cavalo Criolo. O mesmo que saisero. |
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Pala-bichará** – Vestimenta tecida com lã natural, fiada artesanalmente. O bichará pode ser tecido em tear manual ou de pedal. |
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Palanque
- Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros
de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro,
localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma,
para cura de bicheiras ou outros serviços. |
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Palmear
Porongo* - Tomar chimarrão. |
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Pampa*
- O que tem a cabeça, metade dela ou apenas uma orelha
branca e o resto do corpo de outra cor. Diz-se do gado vacum e cavalar.
As vastas e extensas planícies do Rio Grande do Sul e do Plata,
cobertas quase sempre de suculentas pastagens, onde antigamente existiam
(na República Argentina, ao menos)
os índios daquele nome. É, segundo Z. Rodrigues, um vocábulo
da língua quíchua. |
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Papilheiro*
- Diz-se do gado de briga que, na rinha, faz a presa na papilha
do competidor. |
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Papudo
- Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. |
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Passar
um pito - Repreender, descompor. |
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| Pardo** - Espécie de veado. O “pardo” é bem maior que o veado-virá. | ||||||||
Patrão** - O patrão, no meio rural é o dono da terra, o empregador. Nos centros de tradições gaúchas, que são estâncias simbólicas, o presidente da associação tem o título de Patrão. |
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Patrão-Velho
- Deus. |
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Pelea
- Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate. |
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Pelear
- Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar. |
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Pelegas** – Cédulas de dinheiro, ao contrário de “nicle”, que é a moeda. |
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Pereba
- Ferida de mau caráter, de crosta dura, que sai geralmente no
lombo dos animais. |
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Petiço
- Cavalo pequeno, curto, baixo. |
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Pilcha*
- Adorno, jóia, dinheiro. Roupas, arreios, qualquer objeto
de valor. Vestimenta típica do Gaúcho. |
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Piá
- Menino, guri, caboclinho. |
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Piquete
- Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais
utilizados diariamente. Denominação também dada a
filiações de CTGs. |
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Poncho
- Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular,
ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça.
É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É
o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos,
serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio.
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Poncho-Reiúno*
- Poncho de pano que fazia parte dos uniformes das tropas montadas
no Exército Nacional. |
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Potrilho
- Animal cavalar durante o período de amamentação,
isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco,
potreco, potranquinho. |
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Posteiros** - O posteiro, no meio rural, é encarregado do posto, subdivisão da grande propriedade. Nos centros de tradições gaúchas os departamentos são chamados de Postos e ou encarregados do departamento são chamados de Posteiros. |
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Quarto*
- Um dos membros da rês carneada, traseiro ou dianteiro, com várias
costelas. |
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| Quatreiro* - Ladrão de gado. Cavalo ou outro animal arisco, bravio, velhaco, xucro, não domado, traiçoeiro, velhaqueador. Indivíduo valentão, irado, colérico, mau, sempre disposto a brigar. | ||||||||
Quebra-Largado*
- Animal que além de "quebra" vive solto no campo, o
que torna ainda mais insubmisso. Diz-se do indivíduo valente, destemido,
de má condição, amigo de conflitos. |
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Queima-Bucha*
- Curta distância. Um tiro a queima-bucha é o que é
dado de tão perto que a caça fica chamuscada de pólvora. |
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Queimar
o Churrasco* - Dormir demais e por isso atrasar-se. |
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Queixo-Duro
- Cavalo que não obedece facilmente a ação das rédeas. |
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Querência
- É o lugar onde se vive. |
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Qüera*
- Homem destinado, desabusado. (Cezimbra a assuntos). |
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Quero-Mana*
- Denominação de antigo bailado campestre, espécie
de fandango. Canto popular executado ao som de viola. |
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Quincha** – Cobertura de capim dos ranchos e dos galpões da campanha gaúcha. Há vários tipos de quincha, onde o capim mais empregado é o santa-fé. |
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Rabo-de-Tatu*
- Relho grosso feito todo de couro trançado, com uma argola de
metal ou de ferro na extremidade em que se segura. |
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Rasgado*
- Toque de viola que se executa arrastando as unhas sobre as cordas, sem
ponteá-las. |
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Rastras** - A rastra se compõe de uma grande rosácea central presa por correntes ao cinto que o gaúcho platino chama de “tirador”. A rastra tem a aparência de uma grande fivela e é usada bem na frente do cinto. A rastra pode ser de prata e ouro ou de metal. |
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Rebenque
- Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade.
Pequeno relho. |
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Rebenqueador*
- Diz-se daquele que rebenqueia o cavalo freqüentemente, que castiga
com freqüência. Diz-se de ou aquilo que, de tão belo,
faz sofrer pelo encanto que exerce. |
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Rebentação*
- Erupção cutânea. Surto de feridas pelo corpo das
pessoas ou animais. |
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Regalo
- Presente, brinde. |
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Regionalismo** - Corrente artística voltada para os temas regionais, um dos ramos do romantismo, que pregava o abandono dos temos clássicos e a busca de temas nacionais. |
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Relho
- Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes
à de laço, com um pedaço de guasca na ponta. |
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Remanso*
- Trecho de rio, após as corredeiras em que as águas se
espalham em um espaço mais ou menos amplo, tornando-se a corrente
quase nula. |
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Repontar
- Tocar o gado por diante de um lugar para outro. |
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Reponte
- Ato de tocar por diante o gado de um lugar para o outro. |
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| Salgo* - Diz-se do cavalo que tem os olhos brancos, ou pelo menos um deles. O mesmo que sargo e zargo, Sapiroca. | ||||||||
Salseiro*
- Conflito, briga, peleia, rolo, desordem, balbúrdia, barulho,
charivari, entrevero. |
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Sanga
- Pequeno curso d'água menor que um regato ou arroio. |
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Selin
- Sela própria para uso da mulher. |
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Sapecada*
- Ato de assar pinhões em figueira de grimpas, ou seja, de folhas
de pinheiro já secas. Ação de sapecar. Surra. |
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Seio
de Laço - Curva ou seio formado pelo laço, apresilhado
à cincha em uma extremidade e, noutra, preso ao animal laçado,
ou ainda, preso à cincha de dois cavalos que correm paralelamente.
É muito perigoso ser uma pessoa apanhada em um "seio de laço". |
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Sepé** - José Tiarayu, Alferes Real e Corregedor do Povo de São Miguel, estão o mais importante dos Sete Povos das Missões. Não se sabe onde nasceu. Morreu a 7 de fevereiro de1756, à margem esquerda da Sanga da Bica, em São Gabriel. Foi o comandante missioneiro mais notável na resistência que os jesuítas opuseram aos exércitos de Espanha e Portugal, na execução do Tratado de Madri. A alcunha de “Sepé” foi atribuída anteriormente a outros índios. José falava guarani e espanhol e compreendia bem o latim. |
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Serrana* - Baile campestre, espécie de "Fandango". |
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Soga
- Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou ainda, de crina de animal,
utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto,
quando é posto a pastar. |
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| Surungo - Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço. | ||||||||
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Tabuleta*
- Pedaço de tábua que se prende ao focinho dos
bezeros para impedi-los de mamar, na época de desmama. |
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Taco*
- Diz-se ao indivíduo capaz, hábil, jeitoso, enérgico,
corajoso, valente, guapo, temível. |
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Taipa*
- Represa de leivas, nas lavouras de arroz. Cerca de pedra na
região serrana. |
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Tala
- Nervura do centro da folha do jerivá. |
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Talagaço
- Pancada com tala. Chicotaço. |
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Talha*
- Cinqüenta reses (atualamente este termo
não é usado). |
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| Talho - Ferimento. | ||||||||
Tapejara
- Vaqueano, guia ou prático dos caminhos, gaúcho perito. |
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Tapera
- Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada,
quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum
arvoredo velho. |
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Taura
- Valente, forte. |
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Tchê
- Equivale a "tu aí", ou "tu" simplesmente. |
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Tentos** - Tiras ou fios de couro cru cortados a faca ao longo de couro, para trabalhos de trança. |
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Terneiro
- Cria de vaca até idade de um ano. |
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Tirana*
- Cantiga e dança popular acompanhada de viola. Variedade
do Fandango. Descompostura, xingamento. |
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| Tolderias** - As aldeias dos índios pampas, com choças de couro cru e romãs. | ||||||||
Topete
- audácia, arrogância, atrevimento, saliência
da erva-mate que fica fora da água na cuia do chimarrão. |
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Tosa - Tosquia, toso, esquila. |
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Tradição
- É culto dos valores que os antepassados nos legaram. |
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Tramposo
- Intrometido, trapaceiro, velhaco. |
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Tranco
- Passo largo, firme e seguro, do cavalo ou do homem. |
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Trem
- Sujeito inútil. |
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Três-Marias
- Boleadeiras. |
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Trocar
Orelha* - Significa mudar o cavalo a posição
das orelhas, ora movendo para frente, ora para trás, o que tudo
indica que o animal prevê perigo próximo ou vai assustar-se
de alguma coisa, cujo indício ele aprende procurando escutar o
menor ruído. |
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Tronqueira
- Cada um dos grossos esteios colocados nas porteiras, os quais
são providos de buracos em que são passadas as varas que
as fecham. |
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Tropeiro
- Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou
de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado,
de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa,
que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro
é um dos mais ásperos, pois, além das dificuldades
normais da lida com o gado, é feito ao relento, dia e noite, com
chuva, com neve, com minuano, com soalheiras inclementes, exigindo sempre
dedicação integral de quem o realiza. |
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Truco** - Jogo de cartas de naipe espanhol, popularíssimo ainda hoje na fronteira castelhana do Rio Grande do Sul. O truco é irmão do truque jogado pelos caipiras do centro do Brasil. |
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Tirador
- Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os
laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger
o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está
fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira
usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador que,
por vezes, é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para
revólver. |
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Unhar*
- Roubar, furtar, surrupiar, levar o que não lhe pertence.
Correr, fugir em disparada, azular. |
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Uru*
- Pássaro das matas do rio Grande do Sul, parecido com
a perdiz, pertencente à família das Phasianidae. |
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| Urucungo* - Cavalo ruim, imprestável. Sotreta, matungo, pilungo, urigungo. | ||||||||
Urupuca
- Armadilha para pegar passarinhos. Trapaça. |
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Usted
- Você, é usado só na fronteira. |
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Vaporiti*
- Frutinha roxa, comestível, da serra do Uruguai. |
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| Varar - Atravessar, cruzar. | ||||||||
Vareio* - Susto, sova, surra, repreensão. Diz-se dar ou tomar um vareio. Ato de varejar, de buscar, de procurar, de dar uma batida. Exercício a que se submete o parelheiro para que fique mais ligeiro. Estado de perturbação mental que leva o indivíduo a dizer coisas sem nexo, desvario, delírio. |
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Vaza
- Vez, oportunidade. |
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Vianda*
- Refeição fornecida em domicílio em marmitas.
Marmita. |
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Vincha*
- Fita ou laço que alguns gaúchos usam atar sobre
os cabelos e mantê-los presos. |
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| Vil - Covarde, desanimado, fraco. | ||||||||
Vivente
- Pessoa, criatura, indivíduo. |
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| Xará* - Animal que tem pelo crespo. Baile campestre, variedade de fandando. | ||||||||
| Xepa - Comida. | ||||||||
Xerenga*
- Faca velha, ordinária, ruim. O mesmo que zerengue. |
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Xiru
- O mesmo que chiru. |
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Xucro*
- Diz-se do animal ainda não domado, chimarrão,
bravio, esquivo. Diz-se da pessoa ainda não adestrada em determinada
tarefa ou, grosseira, mal educada, sem trota social. Diz-se das crianças
muito esquivas, que estranham as pessoas. |
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Zorrilho*
- Jaritacaca. Pequeno quadrupede que vive nos campos e restingas,
saindo à noite. A arma do "zorrilho" é um líquido
de cheiro insuportável que ele expele quando atacado. |
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Zarro
- Incômodo, difícil de fazer, chato. |
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Zunir
- Ir-se apressadamente. |
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| Zurrar* - Trabalhar intensamente, com muito afinco. Dizer asneiras, tolices. | ||||||||
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